O Papa Francisco, na Exortação Apostólica, a Alegria do Evangelho (Evangelii Guadium), com leveza e profundidade, apresenta ao mundo a marca do seu pontificado: “uma ação evangelizadora marcada pela alegria”. Não é uma alegria qualquer, mas a alegria que nasce do encontro pessoal com Jesus Cristo. Ninguém está excluído de experimentar a “doce alegria do amor de Deus”, em contraposição à “ tristeza do individualismo”, ao “ fechamento dos próprios interesses”, à própria morte. Situações que excluem os outros, nos distanciam dos pobres, truncam a experiencia do amor de Deus e nos privam “ do entusiasmo de fazer o bem”.

Na meditação matutina de 23 de maio de 2016, Francisco já dizia: “O bilhete de identidade do cristão é a alegria; a admiração diante da grandeza de Deus, do seu Amor, da salvação que doou à humanidade não pode deixar de levar o crente a uma alegria que nem sequer as cruzes da vida podem afetar, porque também na provação há a certeza de que Deus está conosco”. Neste sentido, a tradição bíblica apontará para a alegria que vem desde a criação, prenunciando tempos novos, messiânicos, comunicando a “alegria da salvação”. O profeta Isaías (12,6) irá cantar esta alegria: “Clama e grita de Alegria, tu que moras em Sião, pois o Deus Santo de Israel é grandioso em teu meio”. A dinâmica contagiante da alegria irá perpassar o Novo Testamento, desde a Anunciação do Anjo a Maria: “Alegra-te cheia de graça”; na explosão de alegria das duas mulheres, portadores da Vida, configurada no cântico de Maria e de tantas Marias. João Batista, dirá em que consiste a alegria de sua missão: “que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,29).

 

Daí a perplexidade do Papa Francisco ao constatar a insistência de muitos cristãos “em viver uma quaresma sem páscoa”. Mesmo nos momentos mais difíceis, mais complicados, mais escuros, sempre haverá um lampejo de Alegria, que consiste na certeza de que somos “infinitamente amados”.  Conforme o Papa, na mesma Exortação, a Alegria do Evangelho, atentos ao anúncio dos anjos aos Pastores de Belém: “Não temais, pois anuncio-vos uma grande Alegria, que o será para todo o povo” (Lc 2,10), a Igreja deverá ser a “comunidade de missionários que primeireiam”, que se antecipam e buscam sentir o “cheiro de ovelhas”, uma “Igreja em saída”, permanentemente.

          O Papa tem um sonho: numa “opção missionária”, capaz de “transformar tudo e toda a estrutura eclesial”. Atentos à beleza e profundidade deste sonho, realizamos o 4º Congresso Missionário Nacional, em Recife, na perspectiva de: “impulsionar as Igrejas no Brasil para um dinamismo de saída e caminhar juntos no testemunho da alegria do Evangelho, da comunhão e do profetismo...”. Por isso, o outubro Missionário, mês de Santa Teresinha, do Rosário, de Chiquinho de Assis, de Daniel Comboni, de Aparecida, das noveninhas, da coleta missionaria, do dia MUNDIAL DAS MISSÕES. Portanto, “não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização” (EG 83), mas que contagiemos o mundo com a alegria do Evangelho que “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1 ).

Pe. Antônio Lopes de Lima.

Pároco da Paróquia N. Sra. da Soledade, 

Icapuí-CE

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